quinta-feira, 18 de abril de 2013

18/04, DIA DE MONTEIRO LOBATO e DIA NACIONAL DO LIVRO INFANTIL

Quando eu era criança, eu AMAVA ler e AMAVA o Sítio do Pica Pau Amarelo. Lembro bem que não só as crianças, mas também os adultos se encantavam com o universo de Monteiro Lobato. Chegava a tardezinha e todos, adultos e crianças, não importava a idade, se sentavam na sala para ver na TV as aventuras da turma. O tempo passou, a série foi reeditada, mas continua encantando. Prova disso é que a Mariana simplesmente AMA a turminha, vê pela manhã e a noite, todos os dias. Eu, quando criança, gostava tanto de ler, que quando cheguei aos 11 anos já tinha lido todos os livros possíveis para a minha idade, da biblioteca do meu colégio. Eu os devorava e viajava no mundo da imaginação com aquelas histórias. A série Vagalume era minha preferida. E eu lia tão rápido, que quando eu ia entregar os livros, era submetida a um interrogatório pela bibliotecária: se tinha gostado do livro, qual a história, como era e tals, e hoje, adulta, tenho a percepção que não tinha naquela época, de que na verdade ela estava mesmo era conferindo se eu havia lido o livro realmente! rsrsrs
Me tornei uma adulta também apaixonada pelos livros! Hábito que tento passar para a Mariana. Ela também é apaixonada por livros e histórias, que também adora inventar. Uma noite dessas, antes de dormir, ela me fez ler simplesmente QUATORZE livros pra ela! Acabava um, ela pedia outro. Assim, entre livros de fábulas, contos infantis, poesia infantil, li todos que estavam a vista dela, incansavelmente. Enquanto lia pra ela, pensava: se isso torná-la uma criança e uma adulta que goste de ler, continuarei fazendo.
Eu também era apaixonada pela Turma da Mônica! Tanto que fiz pra Mariana, uma parede de Gibis da turminha, que desde bebê ela também adora. Resultado disso, é que ela hoje também é apaixonada pela turma da Mônica. E essa semana, tive uma sorte muito grande, num taxi que peguei com a Nana, saindo da escola dela. O motorista foi muito simpático com ela e assim que entramos pediu que eu olhasse atrás do nosso banco e mostrasse pra ela o que tinha ali. Confesso que imaginei uma coleção daqueles cachorrinhos que ficam balançando a cabeça, rsrs! Mas me surpreendi ao descobrir uma coleção de GIBIS da TURMA DA MÔNICA! Também tinha da Luluzinha. Eu e Nana ficamos alucinadas! Que coisa encantadora! Então, eu e o taxista começamos a conversar sobre o hábito da leitura, da importância de se estabelecer desde a infância. Ele disse que por isso carregava os gibis no carro: para os passageiros, principalmente os mirins, e para ele ler quando parasse. E eu fiquei pensando na modernidade das coisas e de quantas vezes entrei num táxi e o motorista, para agradar, ligou um DVD portátil com um filminho infantil. E claro que também foi super bacana cada vez que alguém fez isso, lógico! Mas não pude deixar de pensar no diferencial desse taxista, que proporciona e incentiva  a LEITURA! Numa simples corrida de táxi! Todo lugar é lugar, quando se quer ler! E o mais legal é que quando chegamos ao nosso destino, ele mandou a Nana escolher uma revistinha e levar de presente! Não é incrível?
Mas por que estou contando tudo isso? Porque uma das coisas que mais gostei na escola da Nana é que a quinta-feira é o dia do livro e da biblioteca. A professora leva as crianças para a biblioteca, conta histórias, separa vários livros da faixa etária delas e deixa que elas olhem e os explorem. E no final de tudo, cada uma escolhe o livro que quer levar para casa, para que os pais leiam para ela. Na primeira semana, fiquei toda curiosa quando vi o título e capa do livro que a Nana escolheu: VIVA A CHUVA!, de Mymi Doinet, Editora Larousse. Não entendi nada, mas quando abri o livro, entendi tudo: ele conta a história de um par de botas vermelhas, em uma loja, que sonhava ir brincar na chuva e apareciam diversos compradores: BRUXA, CHAPEUZINHO VERMELHO, LOBO... ou seja, a cara dela! Todos os personagens que fazem parte do dia a dia e do mundo da imaginação dela, estavam ali, naquele livro! 


E hoje, indo pra aula, carregando a pastinha com o livro pra devolver e voltar com outra novidade, ela me pede: Mamãe, eu quero levar a revistinha que ganhei do moço do táxi pra minha escola ver. Posso?
Claro, minha filha, claro!

"UMA CRIANÇA QUE LÊ SERÁ UM ADULTO QUE PENSA. "

"UM PAÍS SE FAZ COM HOMENS E LIVROS" (MONTEIRO LOBATO)

É por aí!

quarta-feira, 6 de março de 2013

A primeira semana, o primeiro amiguinho, o primeiro susto, o primeiro "trabalho", o primeiro trabalhinho!


Era uma vez uma menininha que estava indo pela primeira vez à escola.
No primeiro dia de aula conheceu suas professoras, seus novos amiguinhos, a salinha de aula onde deveria passar muitos bons momentos. Quantos brinquedos, quantos livros, quanta novidade, quanta coisa boa!
Tanto, que no primeiro dia ela não queria ir embora. Seus pais a chamavam e ela continuava brincando e brincando, até que cedeu e foi embora de mãos dadas com eles, mas sem esquecer de dizer o quanto havia gostado de tudo! Um sorriso do tamanho do mundo, olhinhos brilhando!
No segundo dia, a primeira aventura! Iriam de ônibus para o colégio, ela e sua mãe. Claro que sua mãe se atrapalhou, levando bolsa, mochila, ela própria. Foi engraçado e ela deu risadas, enquanto a mãe estava nervosa tentando passar por aquela roleta apertada, que para ela parecia mais uma brincadeira! 
Ela estava brincando numa das motoquinhas, carregando uma boneca de carona, quando viu que os pais haviam chegado para buscá-la! Mas já?! Tudo que ela queria era poder ficar mais um pouco. Tudo que ela queria era continuar brincando com aquela boneca. A "dita cuja" em si não tinha nada demais: uma bebê careca, com um corpo de pano e roupa já colada a ele. Muito sem graça, na visão da mãe. Mas óbvio que ela enxergou "algo mais" ali e caiu de amores pela nova amiguinha. Despediu-se da professora e o papai e a mamãe perceberam que ela vinha contrariada. A mãe conversou, dizendo que hoje tinha acabado, mas que amanhã ela voltaria. Ela permaneceu de cara triste e sem falar nada. O pai percebeu e perguntou: "Filha, é por causa da bonequinha?" Ela só balançou a cabeça afirmativamente, ao que a mãe prontamente explicou que ali era a casa da bonequinha e que amanhã ela voltaria à escola e elas poderiam brincar juntas de novo.
Terceiro dia de aula. A coisa estava ficando cada dia mais gostosa! Agora ela já tinha um amiguinho especial, o Biel, ele morava pertinho e podiam ir juntos para a escola. Ela só não entendia o porquê de estar tão bom e a mãe querer levá-la embora! Começou a correr pela sala, ignorando os pedidos da mãe e da professora, que diziam que a aula tinha acabado e que ela tinha que ir. Ela não entendia como podia acabar, se a escola estava ali, ela estava ali, queria ficar, queria brincar, ir embora pra que? Até que ouviu a tia Gabriela fazendo uma proposta irrecusável: uma bala e ela iria embora! Aceitou prontamente e saiu feliz, chupando a bala e de mãos dadas com a mãe.
Geralmente, os pais têm medo dos primeiros dias na escola de seus filhos pequenos,  com medo deles não se adaptarem, não quererem ficar, Agora, a preocupação da sua mãe era outra: como tirá-la de lá, como convencê-la a ir embora. Para isso, tiveram uma longa conversa. No ônibus, voltando pra casa, e em casa também. A mãe explicava que quando a professora dissesse que a aula tinha acabado, que ela deveria ir embora. Que quando a mamãe ou o papai a chamassem, ela deveria vir. “Entendi, mamãe, tá bom! Não vou mais fazer malcriação!” A mãe ficava feliz, dizia que era isso mesmo, que ela era uma boa menina, mas no fundo ficava com medo do outro dia.
E veio o outro dia, o quarto dia de aula. Antes de sair de casa, a mãe perguntou: “Quando a professora falar que acabou a aula, o que nós vamos fazer?” E ela respondeu prontamente: “Comer balaaaaaa!” A mãe disse que não era nada disso, que a tia Gabi tinha sido boazinha e tinha dado uma bala pra ela, mas que era só aquele dia, que ela não ia dar bala todo dia e que quando acabasse a aula o que elas iriam fazer era ir embora!
Novamente a mãe preocupada. Chegou na escola e conversou com a professora, contou tudo e pediu que ela não desse bala, pois não poderiam criar essa condição para que ela quisesse ir embora.
A ida para a escola foi bem divertida nesse dia. Ela foi de mãos dadas com o amiguinho Biel e na entrada da escola, passou o bracinho em seu pescoço, ele passou o dele em sua cinturinha, e entraram abraçados na escola, uns amores!
Quando a mãe voltou para pegá-la, encontrou-a junto com outras crianças, pilotando uma motoquinha. Chamou a primeira vez e nada. Ela fingia que não ouvia os chamados! Levantou da motoquinha e foi para o cavalinho roxo, que a coleguinha tinha acabado de sair. A mãe, todas as professoras, o amiguinho Biel, a vovó do amiguinho... todo mundo chamando-a para ir embora e ela ignorando os pedidos solenemente! Até que, provavelmente cansada de tanta pressão, saiu correndo de volta para dentro da sala de aula!
Aí ela já tinha passado dos limites e a mãe começou a ficar muito nervosa. Primeiro, ela chamou. Depois chegou perto e conversou. Fingiu que ia embora, deu tchau. Ficou brava. Nada, nada, nada, nada adiantava uma vez que ela estava decidida: “Eu não vou embora, vou morar aqui na escola”, e se deitou num colchonete na sala de aula, totalmente à vontade. As professoras entraram em ação, disseram que iriam embora e que ela iria ficar sozinha. O que ela fez? Deu tchau pra todo mundo e continuou deitada, firme e forte.  Então, a mãe combinou com as professoras e disse pra ela: “Então tá bom, tchau, pode ficar, nós vamos sair e fechar a escola e você vai ficar aí dentro, tá bom?” , perguntou. “Tá bom!” Respondeu ela. Fecharam a porta. Alguns segundos de apreensão. A mãe espiando pela janelinha da porta e ela continuava deitada no colchonete. Até que alguns minutinhos se passaram e ouviram o chamado lá de dentro. A mãe prontamente entrou e a “salvou”.
Nesse dia, a mãe voltou pra casa bem triste e chateada! Conversou muito com ela, explicou e mostrou o quanto estava triste e pediu, novamente, para que ela obedecesse. A mãe também pediu que o papai conversasse com ela e ela prometeu aos dois que não ia fazer mais isso.
No quinto dia de aula, sexta-feira, último da semana, lá foi ela e o amiguinho de mãozinhas dadas novamente. Dessa vez, o pai as levaria de carro e aproveitaram para dar uma carona para o amiguinho. Esse é o dia da novidade na escola e eles podem levar algum brinquedo. Ela escolheu sua boneca Mônica e disse para a mãe: “Eu vou emprestar minha ‘filha’ para meus coleguinhas!”. Começou emprestando para o Biel dentro do carro. E foram de mãozinhas dadas dentro do carro e trocando carinhos!
Mas foi só chegar na escola, que os dois começaram a correr! A mãe e a avó dos dois tentando contê-los, com medo de que se machucassem. Mas foi justamente quando pararam de correr e a mãe quis tirar uma foto dos dois abraçadinhos, que aconteceu isso que viria a ser o “primeiro susto” na escola. Eles foram se abraçar, mas se abraçaram tão fortemente, que desequilibraram e caíram no chão, ela por cima dele, que bateu a cabeça! Ele começou a chorar e ela, um pouco assustada e vendo o amigo chorando, abriu o berreiro também. Ela costuma ser duro na queda e não chorar quando cai ou acontece algo do tipo, só se realmente tiver se machucado. Ela não se machucou, mas ela também não pode ver alguém chorando que chora também e provavelmente por esse motivo que ela tenha chorado mais.
Chegou a hora de ir embora e novamente o coração da mãe ficou apertadinho! Encontrou-a no parquinho. Todas as crianças estavam com uma viseira de papel colorido, com uma colagem de volta às aulas e “colorido” por elas. A mãe ficou toda boba: o primeiro trabalhinho da escola que ela via!!!!!
As crianças estavam brincando pelo parquinho nas motoquinhas, nos cavalinhos e a mãe a encontrou na parte que tem areia, segurando uma pazinha. Gelou, pensando que seria difícil, uma vez que ela adora parquinho e ainda mais brincar na areia! Mas, dessa vez, assim que ela chamou, a menininha sorridente de cachinhos dourados veio correndo. Deu beijo no papai, na mamãe e viu que os dois tinham ficado felizes e ela ficou também. 
Dentro do carro, ela fala sorrindo para os dois: "Eu obedeci, não fiz malcriação!"
Os dias passaram rapidamente, a primeira semana se foi e com ela a certeza de que essa pequena menina de cabelos dourados e muita personalidade sabe muito bem o que quer e mais ainda do que gosta. É certo que ela gostou tanto da escola, quanto dos amiguinhos, das professoras, das brincadeiras. Mais certo ainda que a adaptação dela foi mais fácil do que qualquer um poderia imaginar e que cada dia que virá trará mais coisas boas e alegrias em sua vidinha1

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

O INESQUECÍVEL PRIMEIRO DIA



E então ele veio: o primeiro dia de aula da Nana.

Acordei estranha... Ela só acordou as 10:50. Sim, ela acorda tarde! Assim que acordou eu disse: Filha, vamos no parquinho?
A resposta dela e meu primeiro choque, logo de manhã: Tá,mãe, mas depois eu vou pra escola, né?
Em outros tempos a resposta dela seria: Oba! Perfeito, mãe, vamos!!!!
Eu engoli seco e respondi: Claro, minha filha, claro!
Quis aproveitar o dia lindo e ensolarado para passear com ela no parquinho aqui perto, onde sempre vamos.
Parecia que o dia brincava com ela, o sol dourando mais ainda seus cachinhos dourados. Parece que ele sabia que o dia era especial.
Voltamos pra casa, dei banho, dei almoço, dei banho de novo.
Coloquei uniforme e esperamos o papai chegar. Ela já animadíssima, me chamando pra irmos logo.
Entramos no carro, ela com um sorrisão e eu ansiosa.
Chegamos no colégio e ela, de mãos dadas com a gente, eu de um lado e o papai do outro, repetia: oba, oba, oba!!!!
Eu seguia, surpreendentemente, com um sorriso enorme no rosto. Eu sorria um pouco de nervoso, mas mais ainda por vê-la esbanjando alegria. Meu coração, à medida que eu ia subindo as rampas até chegar no andar dela, ia acelerando, quase saía pela boca! Meus olhos chegaram a marejar pela emoção. Não era medo, insegurança, preocupação, nada disso. Era emoção mesmo, pura, daquelas que a gente sabe que só vive uma vez na vida. É quando cai a ficha e a gente sabe que está vivendo um rito, um momento único, importante, especial. Mas a alegria dela era tanta que mantive o sorrisão junto com ela.
Chegamos no andar, finalmente. A salinha dela, no final do corredor. Antes, passamos por um portal, onde se via em letras alegres e coloridas: SEJA BEM VINDO. A mensagem era para os alunos, mas eu que me senti acolhida, rs.
Entramos na sala, repleta de cores e brinquedos e crianças lindas! Ela entrou sorrindo, a professora veio nos receber, conhecemos as duas auxiliares. Tinham algumas crianças lanchando e a Nana tb quis lanchar. A professora a levou ao banheirinho dentro da própria sala de aula, e a ajudou a lavar as mãos. Essa parte ela adorou, pois ama abrir torneiras e brincar com água. E eu, lógico, como boa mãe coruja e fotógrafa que sou, ia registrando tudo. Ela sentou e começou a comer. Séria. Observadora. E eu senti um medo grande dela não interagir com as outras crianças. Até que a professora veio nos pedir para sairmos, deixá-los a sós.
Fomos todos para o corredor e assistimos, num misto de ansiedade, nervosismo, expectativa, curiosidade, emoção, dentre outras coisas, a porta se fechando a nossa frente!
Mas... na porta tinha um visor e a gente seguia espiando e espiando!
Vi a Nana brincando com os brinquedinhos, super atenta e feliz. Me preocupei em vê-la sozinha, mas ficava tranquila por vê-la totalmente a vontade. Logo, ela estava com seus coleguinhas: Clara, Gabriel, Daniel, outra Clara, Murilo... os primeiros nomes que aprendi.
Aproveitei para conversar um pouco com algumas mães lá fora. Algumas, como eu, marinheiras de primeira viagem. Outras, não. “Mas a emoção é a mesma, fiz isso há 11 anos atrás”, me disse a mãe do Daniel. E aqui eu faço um parênteses porque nesse universo materno sempre cometemos isso: esquecemos dos nossos próprios nomes e nos tornamos “a mãe de...”, e afins. Então, só depois me dei conta que conversei com “a mãe do Daniel”, “a mãe da Clara”, “a mãe da outra Clara”, “a vó do Gabriel”... Juro que amanhã perguntarei os nomes de todos! Juro!!!! Descobri que a vó do Gabriel é nossa vizinha e que provavelmente ele e Nana já brincaram juntos no parquinho aqui perto!
De repente, a porta se abre e aparece a professora com uma das crianças, a Clara, chorando. E daqui a pouco, a outra Clara, chorando de soluçar. As mães entraram com elas na sala e lá permaneceram. Meu coração ficou partido e eu quase chorei, não sei como elas não choraram! Talvez eu é que seja manteiga derretida demais,  rs.
A hora até que passou mais rápido que eu pensava. Nem doeu muito: minha filha estava ali, a poucos metros de nós, rodeada de outras crianças, de brinquedos, livros,novas "tias" e, o mais importante, feliz!
A porta se abre. É hora de levarmos nossos filhos pra casa! Eu tenho um sentimento bom dentro de mim, misto de alegria e talvez um certo alívio em ver que deu tudo certo, preparo o melhor sorriso para recebê-la quando... a professora vem nos dizer: Olha, a Mariana NÃO QUER IR EMBORA, ela quer ficar brincando, se quiserem podem deixá-la!
COMO ASSIM???????????
Como disse Rodrigo, pai dela, a maioria das pessoas têm medo que os filhos não queiram entrar na sala, no primeiro dia de aula. A Mariana não queria sair da sala quando a aula acabou!
Conversamos com ela, explicamos que tinha acabado, ela se despediu da professora, deu beijo e abraço e já saindo, espontaneamente, disse: Tchau, gente,  amanhã eu volto!!!!!
E pra fechar, depois de descermos eu, papai Rodrigo e ela correndo pelas rampas da escola como três crianças, quando saímos ela me fala, com o maior sorriso do mundo: Mãe, muito legal a minha escola!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Primeiro diário!

18.02.13
Essa é uma data importante, que ficará pra sempre guardada em nossas memórias: Mariana vai para seu primeiro dia na escola!
Agora ela dorme e eu não. Penso no dia de amanhã (que já é hoje), em como será a chegada dela, a reação ao ver seus amiguinhos novos. Daqui a algumas boas horas, ela dará seu primeiro passo nessa caminhada que só começa, que é longa, que só acabará quando ela for adulta, ou até mais, no mínimo daqui a 20 anos!
E eu penso no meu primeiro dia na escola. Ainda me lembro dele. Eu ia feliz com minha merendeira nova, meu cabelo de franjinha e chanel, um uniforme fofo, sainha de pregas e corpete xadrezinho de vermelho, com meu nome bordado de vermelho na frente. Embaixo, uma camiseta branca Hering (que na época nem era grife), meias e congas vermelhas! Congas! Ah, minhas conguinhas lindas!!!! Eu ia feliz, radiante, pronta pra encarar e conquistar o mundo, de mãos dadas com minha mãe, um sorrisão de orelha a orelha.
Penso que agora eu estou do outro lado. Eu sou a que está levando pela mão. A que vai ver o mesmo sorriso da menina que eu fui na agora menina que é minha preciosidade, minha estrelinha. E, confesso, meu coração está apertadinho, um friozinho na barriga que dá!
Penso na primeira vez que vi sua carinha, da explosão de sentimentos e do saber que eu nunca mais seria a mesma depois daquele dia, que nunca amaria alguém com tamanha intensidade como acabara de descobrir nesse amor. Penso no dia que saímos da maternidade carregando aquele pedacinho de gente em meus braços, tão frágil, tão pequenininha, eu a segurava ainda meio sem jeito, mas com tamanha intensidade e preocupação com cada balançada que o carro dava! Ali eu entendi que seria assim pra sempre!
Agora, essa pequena grande menina está crescendo, está prestes a dar mais um passo em sua vidinha de pouco mais de dois anos e meio. Os uniformes de hoje já não têm o mesmo padrão que os da minha época. As congas vermelhas foram substituídas por tênis mais acolchoados e sem tanta cor (embora o dela tenha umas borboletinhas coloridas a voar e brilhar). Amanhã provavelmente ela irá querer calçar um All Star, bem no estilo dos tênis que seus pais curtem. Mas independente de modelos e formas, que ela conserve sempre esse sorriso doce e sapeca, não o perca nunca, que ele não só a ilumina, como ilumina a todos nós.
Segue adiante, minha filha, aprendendo cada passo desse mundo e todas as lições dessa vida! Mas me prometa sempre, sempre, sempre essa risada sapeca, esse sorriso gigante no seu rostinho lindo, que é o mais lindo de todos os mais lindos que já conheci nessa vida.
E eu vou prometer também não chorar. Vou olhar pra você, vou resgatar lá de dentro de mim a menina que fui na menina que você é. Te farei um coração de longe, aquele do “amo você em japonês” que é nosso código e você me responderá com o mesmo gesto, Nos jogaremos beijos, eu pegarei os seus e guardarei no meu coração, enquanto vc pegará os nossos, meus e de seu pai, e espalhará pelo seu rosto, como gosta de fazer!
Na verdade, eu guardarei pra sempre tudo isso é na memória. Assim como você.
Acho que hoje irei aprender a minha primeira lição da série: "A gente cria os filhos é para o mundo"!

Com amor para minha filha, seu papai Rodrigo, vovó Jacqueline, vovô Rômulo, vovó Conceição e vovô Zezé e vovô Gondim (que devem se divertir muito com tudo isso e se orgulhar bastante dessa netinha!)