quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

O INESQUECÍVEL PRIMEIRO DIA



E então ele veio: o primeiro dia de aula da Nana.

Acordei estranha... Ela só acordou as 10:50. Sim, ela acorda tarde! Assim que acordou eu disse: Filha, vamos no parquinho?
A resposta dela e meu primeiro choque, logo de manhã: Tá,mãe, mas depois eu vou pra escola, né?
Em outros tempos a resposta dela seria: Oba! Perfeito, mãe, vamos!!!!
Eu engoli seco e respondi: Claro, minha filha, claro!
Quis aproveitar o dia lindo e ensolarado para passear com ela no parquinho aqui perto, onde sempre vamos.
Parecia que o dia brincava com ela, o sol dourando mais ainda seus cachinhos dourados. Parece que ele sabia que o dia era especial.
Voltamos pra casa, dei banho, dei almoço, dei banho de novo.
Coloquei uniforme e esperamos o papai chegar. Ela já animadíssima, me chamando pra irmos logo.
Entramos no carro, ela com um sorrisão e eu ansiosa.
Chegamos no colégio e ela, de mãos dadas com a gente, eu de um lado e o papai do outro, repetia: oba, oba, oba!!!!
Eu seguia, surpreendentemente, com um sorriso enorme no rosto. Eu sorria um pouco de nervoso, mas mais ainda por vê-la esbanjando alegria. Meu coração, à medida que eu ia subindo as rampas até chegar no andar dela, ia acelerando, quase saía pela boca! Meus olhos chegaram a marejar pela emoção. Não era medo, insegurança, preocupação, nada disso. Era emoção mesmo, pura, daquelas que a gente sabe que só vive uma vez na vida. É quando cai a ficha e a gente sabe que está vivendo um rito, um momento único, importante, especial. Mas a alegria dela era tanta que mantive o sorrisão junto com ela.
Chegamos no andar, finalmente. A salinha dela, no final do corredor. Antes, passamos por um portal, onde se via em letras alegres e coloridas: SEJA BEM VINDO. A mensagem era para os alunos, mas eu que me senti acolhida, rs.
Entramos na sala, repleta de cores e brinquedos e crianças lindas! Ela entrou sorrindo, a professora veio nos receber, conhecemos as duas auxiliares. Tinham algumas crianças lanchando e a Nana tb quis lanchar. A professora a levou ao banheirinho dentro da própria sala de aula, e a ajudou a lavar as mãos. Essa parte ela adorou, pois ama abrir torneiras e brincar com água. E eu, lógico, como boa mãe coruja e fotógrafa que sou, ia registrando tudo. Ela sentou e começou a comer. Séria. Observadora. E eu senti um medo grande dela não interagir com as outras crianças. Até que a professora veio nos pedir para sairmos, deixá-los a sós.
Fomos todos para o corredor e assistimos, num misto de ansiedade, nervosismo, expectativa, curiosidade, emoção, dentre outras coisas, a porta se fechando a nossa frente!
Mas... na porta tinha um visor e a gente seguia espiando e espiando!
Vi a Nana brincando com os brinquedinhos, super atenta e feliz. Me preocupei em vê-la sozinha, mas ficava tranquila por vê-la totalmente a vontade. Logo, ela estava com seus coleguinhas: Clara, Gabriel, Daniel, outra Clara, Murilo... os primeiros nomes que aprendi.
Aproveitei para conversar um pouco com algumas mães lá fora. Algumas, como eu, marinheiras de primeira viagem. Outras, não. “Mas a emoção é a mesma, fiz isso há 11 anos atrás”, me disse a mãe do Daniel. E aqui eu faço um parênteses porque nesse universo materno sempre cometemos isso: esquecemos dos nossos próprios nomes e nos tornamos “a mãe de...”, e afins. Então, só depois me dei conta que conversei com “a mãe do Daniel”, “a mãe da Clara”, “a mãe da outra Clara”, “a vó do Gabriel”... Juro que amanhã perguntarei os nomes de todos! Juro!!!! Descobri que a vó do Gabriel é nossa vizinha e que provavelmente ele e Nana já brincaram juntos no parquinho aqui perto!
De repente, a porta se abre e aparece a professora com uma das crianças, a Clara, chorando. E daqui a pouco, a outra Clara, chorando de soluçar. As mães entraram com elas na sala e lá permaneceram. Meu coração ficou partido e eu quase chorei, não sei como elas não choraram! Talvez eu é que seja manteiga derretida demais,  rs.
A hora até que passou mais rápido que eu pensava. Nem doeu muito: minha filha estava ali, a poucos metros de nós, rodeada de outras crianças, de brinquedos, livros,novas "tias" e, o mais importante, feliz!
A porta se abre. É hora de levarmos nossos filhos pra casa! Eu tenho um sentimento bom dentro de mim, misto de alegria e talvez um certo alívio em ver que deu tudo certo, preparo o melhor sorriso para recebê-la quando... a professora vem nos dizer: Olha, a Mariana NÃO QUER IR EMBORA, ela quer ficar brincando, se quiserem podem deixá-la!
COMO ASSIM???????????
Como disse Rodrigo, pai dela, a maioria das pessoas têm medo que os filhos não queiram entrar na sala, no primeiro dia de aula. A Mariana não queria sair da sala quando a aula acabou!
Conversamos com ela, explicamos que tinha acabado, ela se despediu da professora, deu beijo e abraço e já saindo, espontaneamente, disse: Tchau, gente,  amanhã eu volto!!!!!
E pra fechar, depois de descermos eu, papai Rodrigo e ela correndo pelas rampas da escola como três crianças, quando saímos ela me fala, com o maior sorriso do mundo: Mãe, muito legal a minha escola!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Primeiro diário!

18.02.13
Essa é uma data importante, que ficará pra sempre guardada em nossas memórias: Mariana vai para seu primeiro dia na escola!
Agora ela dorme e eu não. Penso no dia de amanhã (que já é hoje), em como será a chegada dela, a reação ao ver seus amiguinhos novos. Daqui a algumas boas horas, ela dará seu primeiro passo nessa caminhada que só começa, que é longa, que só acabará quando ela for adulta, ou até mais, no mínimo daqui a 20 anos!
E eu penso no meu primeiro dia na escola. Ainda me lembro dele. Eu ia feliz com minha merendeira nova, meu cabelo de franjinha e chanel, um uniforme fofo, sainha de pregas e corpete xadrezinho de vermelho, com meu nome bordado de vermelho na frente. Embaixo, uma camiseta branca Hering (que na época nem era grife), meias e congas vermelhas! Congas! Ah, minhas conguinhas lindas!!!! Eu ia feliz, radiante, pronta pra encarar e conquistar o mundo, de mãos dadas com minha mãe, um sorrisão de orelha a orelha.
Penso que agora eu estou do outro lado. Eu sou a que está levando pela mão. A que vai ver o mesmo sorriso da menina que eu fui na agora menina que é minha preciosidade, minha estrelinha. E, confesso, meu coração está apertadinho, um friozinho na barriga que dá!
Penso na primeira vez que vi sua carinha, da explosão de sentimentos e do saber que eu nunca mais seria a mesma depois daquele dia, que nunca amaria alguém com tamanha intensidade como acabara de descobrir nesse amor. Penso no dia que saímos da maternidade carregando aquele pedacinho de gente em meus braços, tão frágil, tão pequenininha, eu a segurava ainda meio sem jeito, mas com tamanha intensidade e preocupação com cada balançada que o carro dava! Ali eu entendi que seria assim pra sempre!
Agora, essa pequena grande menina está crescendo, está prestes a dar mais um passo em sua vidinha de pouco mais de dois anos e meio. Os uniformes de hoje já não têm o mesmo padrão que os da minha época. As congas vermelhas foram substituídas por tênis mais acolchoados e sem tanta cor (embora o dela tenha umas borboletinhas coloridas a voar e brilhar). Amanhã provavelmente ela irá querer calçar um All Star, bem no estilo dos tênis que seus pais curtem. Mas independente de modelos e formas, que ela conserve sempre esse sorriso doce e sapeca, não o perca nunca, que ele não só a ilumina, como ilumina a todos nós.
Segue adiante, minha filha, aprendendo cada passo desse mundo e todas as lições dessa vida! Mas me prometa sempre, sempre, sempre essa risada sapeca, esse sorriso gigante no seu rostinho lindo, que é o mais lindo de todos os mais lindos que já conheci nessa vida.
E eu vou prometer também não chorar. Vou olhar pra você, vou resgatar lá de dentro de mim a menina que fui na menina que você é. Te farei um coração de longe, aquele do “amo você em japonês” que é nosso código e você me responderá com o mesmo gesto, Nos jogaremos beijos, eu pegarei os seus e guardarei no meu coração, enquanto vc pegará os nossos, meus e de seu pai, e espalhará pelo seu rosto, como gosta de fazer!
Na verdade, eu guardarei pra sempre tudo isso é na memória. Assim como você.
Acho que hoje irei aprender a minha primeira lição da série: "A gente cria os filhos é para o mundo"!

Com amor para minha filha, seu papai Rodrigo, vovó Jacqueline, vovô Rômulo, vovó Conceição e vovô Zezé e vovô Gondim (que devem se divertir muito com tudo isso e se orgulhar bastante dessa netinha!)